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Carol Avlis
"Verbalizo minha dor em versos mudos"
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"E, mesmo assim, desejou que fosse para sempre"
Carol Avlis

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"Quero estar onde a imaginação alcança." Carol Avlis

Isegoria

Busco nas palavras o sentido do eu não dito...

Por um fio ...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

     Aquele corpo já não lhe apetecia mais. Não conseguia ver o mesmo brilho em seus olhos. Sua respiração, pausada, quase não era sentida. A mão gelada já denunciava o pouco de vida que lhe restava. O coração, descompassado, esquecera a antiga cadência. Vozes eram sussurradas. Já sentiam que era chegada a hora. Preocupavam-se com o que precisavam fazer. Viam, ali, sonhos se esvaindo junto daquele restinho de vida. Foi nesse instante que decidiram libertarem-no de si.
   
Pedantes!
Pensaram que podiam ser Deus. Macularam àquele corpo sem manchas. Esqueceram que, mesmo quase imperciptível, ainda havia vida. Ignoraram àquela existência e entregaram-na à morte. Cercearam-no do direito de responder por si. Agora são corpos tão sem vida quanto àquele.

Rascunhado por Carol Avlis às segunda-feira, maio 07, 2012 0 comentários    

De repente ...

terça-feira, 20 de março de 2012

                           Acreditava que jamais o encontraria.
                ConforMara-se com a ideia de que, talvez, não o teria por perto.
                        POrém, passou a enxergar a coisas de outra maneira, sobre outra perspectiva.
E, assim, pode peRceber que estava mais próximo do que imaginara.

Quando os olhos não veem, é preciso buscar no coração.   

Rascunhado por Carol Avlis às terça-feira, março 20, 2012 0 comentários    

Âmago

sexta-feira, 9 de março de 2012

Já não tinha pra onde fugir. Era como se corresse sem sair do lugar. Precisava conhecer àquilo que não lhe permitia sair dali. Saber quais as grades o prendiam. Avidamente, anseava libertar-se. Os olhos, absortos, pareciam nada enxergar. Tinha a sensação de que, seus sonhos, já não os tinha mais. De que não valia a pena buscar tudo o que, um dia, desejara. A boca já não se fazia tão eloquoente. Nada ouvia. Buscava com vontade um caminho, uma forma de distanciar-se de tal realidade. Ora, talvez fosse ele mesmo sua maior prisão.

Rascunhado por Carol Avlis às sexta-feira, março 09, 2012 0 comentários    

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Não que tenha sido uma escolha errada, mas, talvez, não a tenha feito no momento certo. Talvez fosse meu coração pedindo, apenas, que desse, quem sabe, a chance de experenciar a grandeza de algum sentimento. Ou fosse, então, uma necessidade de um ego já tão doente e machucado. E a sensação que tenho é de que esteja enterrado. Não sei se vivo ou morto, mas está enterrado. Só espero que não queira, um dia, exumar o corpo.

É, a vida será sempre essa busca por algo maior. Corrida que faz exaurir nossas forças. Por vezes, se faz vã. Vez em quando, acertamos o passo. É lugar de tropeços e, com muita sorte, não haverá quedas. Aonde tudo vem e vai, quase nada, realmente, fica. É estação onde não há hora marcada. É exílio em que exalamos, a sós, tudo aquilo que somos. Sonho pueril, carregado de uma inocência nem sempre evidente. É, por vezes, palavra não dita. É ser o que nem sempre se é. É estar sempre preso a alguma coisa, mesmo que seja à liberdade. Busca por sentido mesmo sem haver sentido. Desejo ardente, cheio de conteúdos a serem resolvidos. É via de vários sentidos. Mentira contada com sinceridade. Jogo sem placar em que o vencedor é aquele que sai com poucas marcas. Sãos sobre o papel em branco com vontade de escrever que, um dia, receberam de ti o mesmo amor que lhe foi dado, sem reservas.

Rascunhado por Carol Avlis às quarta-feira, dezembro 21, 2011 0 comentários    

Dissonante

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ali estava aquele corpo frio, exalando o mínimo de vida. A respiração fraca, os batimentos descompassados, os olhos sem brilho, suando água e sangue. Tratava-se de homicídio doloso. Bom, a morte ainda não acontecera de fato, mas era um perigo eminente. Seu acre sabor já podia ser sentido. Vez e outra, ouvia-se seu choro em meio a uma prece feita pausadamente. Talvez a vida já findara a muito, mas estava tão extasiada que não se dera conta. Agora era questão de tempo até que o último suspiro seja dado. Causa da, não concretizada, morte? Amor culposo, que é quando não se tem a intenção de amar. É um mal que aflinge várias almas e que se encarrega de destruir, sem mais delongas, o coração da vítima. Suas cicatrizes? Jamais serão apagadas. Amor mal resolvido é algo que se paga em pequenas prestações. Quando se é acometido [por ele], quase que não dá para evadir. Pois bem, ainda há um rumor baixo e confuso, mas vida... já não se vê [claramente]. Quem nunca morreu por alguém?

Rascunhado por Carol Avlis às terça-feira, novembro 29, 2011 0 comentários    

De onde vem a poesia?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Inspira. Expira. Inspira. Expira. Inspira. Inspira. Sinta o ar invadir seus pulmões. Segura. Segura. Segura.Agora solta devagar. Vai ouvindo seu corpo falar contigo. Ouça sua circulação, seu coração batendo. Com certeza, será bela, a poesia!

Rascunhado por Carol Avlis às quarta-feira, outubro 19, 2011 0 comentários    

Intransitivo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Estávamos andando, meu amor e eu. Buscávamos um terceiro elemento, ou não. Tínhamos acostumado à nossa presença, apenas. Olhávamos tudo, Atentamos aos detalhes.Ora, vai que ele passa e não o percebemos?
Resolvemos sentar. Talvez parados ficasse mais fácil encontrar o que tanto[nem tanto assim] desejávamos. Quantas cores! As pernas passavam. Os olhos não se encontravam. As bocas permaneciam fechadas. Silêncio enlouquecedor. Frágeis relações. Se quiserdes viver uma verdadeira história, feche os olhos. Melhor! Abra-os. Precisamos, o mundo e eu [e o meu amor], enxergar as coisas como são. Só assim a hipocrisia nos abandona. De repente, ouvi um suspiro precedido de um sussurro. Era meu amor. Estava cansado de tanto pelejar, em busca de algo que ainda nem sabia o que era. Sabíamos que, talvez, estávamos direcionados para o lugar errado. Ao mesmo tempo, os sonhos não eram vãos.
Levantamos e demos as mãos. Pela primeira vez, conseguimos entender. Meu amor e eu ... era apenas disso que precisamos [nesse momento].

Rascunhado por Carol Avlis às terça-feira, outubro 18, 2011 0 comentários    

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