Desejava avidamente ouvir, de novo, aquela música que tanto a envolvera. Mas, de repente, misturou-se com outras melodias e, por isso, não mais tocava. E, tentando relembrá-la, cantarolava outras. A letra, assim como o tom, havia se perdido. Agora, nem as mais vívidas memórias ajudariam-na a lembrá-la. E, mesmo assim, fechava os olhos. E os fechava com tanta força, como se, dessa forma, conseguiria tê-la de volta. Talvez seja porquê as lembranças das vezes que a ouviu sejam intensas. Mas, talvez, devia mesmo é pensar na história. Sim! Que bela história... Mas, não era a que desejava. Era outra. Será que a perdera de vez? Só que, as belas músicas não são lembradas para sempre? Ou não? Talvez toda história tem um fim...
Solilóquio
terça-feira, 23 de agosto de 2011
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Depende dos olhos que veem
terça-feira, 31 de maio de 2011
Tinha 5 anos quando a conheceu. Lembrava dos pequenos dedos em sua mãozinha um pouco gordinha. Dos olhos castanhos bem abertos e aquele sorriso doce. Das sardas que se espalhavam sobre o nariz e bochechas. Ah, Lisa! Mas, quando completara 10 anos, não a viu na festa. Não mais se encontraram.
Logo veio a primeira namorada, mas não o primeiro amor. Ainda pensava em Lisa. Os sonhos continuaram e a morte levou sua noiva pelas mãos. Perdeu-se. Sentou-se diante do mar. A maresia sempre o fazia bem. De repente, sentiu alguém se aproximar.
- Oi, senti saudades!
Era Lisa, que já não possuía mais a ternura e inocência no olhar, mas que tinha o mesmo cheiro. Abraçou-a como se pudesse colocá-la dentro de si. Olhou-a terna e amorosamente. Beijou-lhe a face e, dessa vez, disseram apenas até logo.
- Alô? Adivinha quem voltou!
O que não esperava era a reação que tivera ao ouvir a notícia.
- Lisa voltou?
Houve um longo silêncio.
-Mas... isso não é maravilhoso, mãe?
- Bom... não é quando Lisa não existe.
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sábado, 28 de maio de 2011
"Calar-se e sorrir.
Não compreendia o porque continuava se enganando"
Carol Avlis
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Impar
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Talvez não acreditasse em deus. Ou ,talvez, não tinha ninguém,ou,essa, era sua oração. De qualquer forma, caminhava,acompanhado pela sua música. Ora, quem precisa falar se têm uma gaita? A melodia o levava e, assim, não andava sozinho.
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Para tão pouco tempo, parecia impossível tanta amizade
terça-feira, 26 de abril de 2011
Era como se a conhecesse há tempos. Tinham os pensamentos cadenciados. Bastava estarem juntas. Apenas um olhar era o suficiente. Ora, talvez realmente já se conheciam. Ou talvez se verem fora somente consequência. Mas, independente do tempo, podia-se perceber que, ali, há algo muito intenso e verdadeiro. Com certeza, é amizade.
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Libertar ...
domingo, 24 de abril de 2011
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Clara caminhava, leve, vestida com seu jeans surrado, camiseta branca e o velho all star azul. Thomas, andava a passos largos, elegante em seu terno de linho, cabelos penteados e sapatos engraxados. De repente, o rosto se mostra por entre os cabelos. De repente, perde-se naqueles olhos nem tão verdes. Um doce sorriso desconcerta-o. "Concentra-se!" Como podia ser tão linda? "Contas a pagar; reunião amanhã; cliente novo... Ah, que bela moça! Volta! Concentração!" De repente, estava sozinho. De novo.
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